O DIA QUE O ZAP PAROU O BRASIL
• Jairo Lima
Embora nossa justiça,
Não bloqueie na prisão,
Celular de traficante,
Ou mesmo de ladrão.
Confesso tô agradecido,
Por dois dias impedido,
Com o Zap Zap na mão.
Em casa foi só alegria,
Até o galo ficou rouco,
O coitado angustiado,
Já tava ficando louco,
Pois cantava diariamente,
E confesso minha gente
Já tava ficando mouco
Mais coisas admirando,
Além do galo observei,
Um céu mais azulado,
Com raios do Astro Rei,
Minh’alma se libertou,
Do troço que escravizou,
Que nem conta eu me dei.
Nem bem o sol nasceu,
Já cedinho, fiz amor,
O celular ficou largado,
Gemendo cheio de dor,
Reclamando de solidão,
Por falta de atenção.
Me livrei desse invasor
Meu filho alegre disse:
Tá de volta meu paizinho,
Vê-lo assim acordado,
Sem ler os recadinhos,
Assim posso te abraçar,
Sem bronca eu tomar,
Me sobrando seu carinho.
Sei que vai ser dura,
A crise de abstinência,
O vicio dessa murrinha,
Já me causa dependência,
Mas é bom e bendito,
Esse intervalo finito,
Dessa fria convivência.
São dois dias desligado,
Volto pra vida normal,
Aproveitarei a folga,
Para ser mais fraternal,
Então amigos queridos,
Desde já eu lhes bendigo,
Tenham um Feliz Natal.