criatura bravia, quem sabe alma vadia
nesta àspera cidade, mais um dia , mais um dia
as sombras ecoam o que ainda está para vir
para quê falar quando podes grunhir
mochila remendada cheia de latas e respiga
vestindo as paredes com desordem e anarquia
destruindo as cruzes podres d preconceito e da ignorância
pedala, sem se importar, sem futuro não há esperança
cão de rua, não te liga nenhuma
tipo, ya tás a ver?
é o que dele vais saber
hostil à primeira, à segunda e à terceira
assim que ele quiser terás amor à sua maneira
apetite voraz, vasculha sacos e panelas
chacina vegetais como não houvesse amanhã
eterno bicho errante não vive monotonia
sempre com uma rafeira que é a sua companhia
Livre de amarras, selvagem e mestiça
no escuro acha abrigo da multidão e da euforia
Viaja pelo mundo sem propósito nem destino
Não se doma nem se cala - sempre q_alguém toca o sino
cadela de rua, não te liga nenhuma
tipo auuu auuu auuu auuu
é o que dela vais saber
hostil à primeira, à segunda e à terceira
depois de te morder vais ver que ela té porreira
criatura bravia, quem sabe alma vadia
nesta àspera cidade, mais um dia , mais um dia
as sombras ecoam o que ainda está para vir
para quê falar quando podes grunhir